“...Boa comida é como
música que se prova, cor que se cheira, é só ficar atento e apreciar os
sabores. Cada sabor é único mas, junte um sabor com outro e cria-se uma coisa
nova. Cozinhar é para os fortes de coração, para mentes criativas, o único
limite é sua alma.
Qualquer um pode cozinhar,
mas só os que tem coragem sempre se destacam...”
Chef Gusteau – Ratatouille
O objetivo da bruxa ou bruxo de cozinha é treinar
o paladar e o olfato, assim como treinar todos nossos sentidos mágicos, estar
atento aos ciclos da natureza, ao que acontece ao redor e onde nossos olhos não
podem alcançar despertar e prestar atenção na intuição, no que pede nossos desejos
e respeitar o que há de mais sagrado no nosso corpo.
O
ato repetitivo de ritualizar diariamente é uma boa forma de conexão com o
sagrado. O ideal é que, antes de comer, possamos pensar no que realmente
estamos comendo, para termos uma boa saúde e vivermos melhor, ou seja, desenvolver
um estilo dietético pessoal que reflita nossos valores pessoais.
Tudo que ingerimos afeta diretamente outras
conexões na rede globalizada em que estamos inseridos, pois estamos todos
interligados, interferindo no meio ambiente, movimentando a economia mundial e
os sistemas sociais. Alimentar o corpo e a alma é um ato mágico diário. Comer
faz parte das nossas celebrações da roda do ano e do nosso universo cotidiano,
por isso devemos comer conscientemente e aprender a nos relacionar magicamente
com a comida de nosso prato, numa prazerosa experiência devocional.
Essa prática mágica visa honrar o alimento diário
assim como o esperto ratinho do desenho que, conhece como ninguém os aromas,
sabores e sabe que comida traz prazer, saúde e magia, afinal, “Somos o que
comemos”.
Fonte: Jornal Voo
Noturno – Edição nº.09, Ano.01, junho de 2011
